Planejamento financeiro: o que é e como fazer

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Já parou para pensar no tanto de oportunidades que deixamos de lado simplesmente por acreditarmos que elas não são para nós? Em geral, é isto que acontece com o planejamento financeiro: embora muitos já tenham ouvido falar sobre a importância dele, é comum acreditar que ele seja indicado somente para aqueles com muitas fontes de renda e investimentos. Mas isso está longe de corresponder à realidade! Para quem ainda duvida, saiba que o planejamento financeiro pode ser muito útil se você:

  • Economiza como pode e, mesmo assim, sempre chega ao fim do mês com a conta zerada ou, pior ainda, no vermelho;
  • Tem vários sonhos, mas nunca consegue juntar a grana para tirá-los do papel;
  • Vive se perguntando onde foi parar o seu dinheiro;
  • Está endividado, e as contas não param de aumentar;
  • Até consegue pagar as contas, mas perde noites de sono com medo de imprevistos;
  • Tem um dinheiro na conta dando sopa, quer começar a investir, mas não sabe como e com quanto dinheiro começar.

Em outras palavras, deu para perceber como um bom planejamento financeiro é capaz de beneficiar praticamente todo mundo. A seguir, entenda melhor o que é esse planejamento, como colocá-lo em prática e de que forma ele pode te ajudar no dia a dia.

Afinal, o que é o tal planejamento financeiro?

Em primeiro lugar, é preciso diferenciar o que é planejamento financeiro do chamado “cálculo mental”, feito pela maioria dos brasileiros. Sabe aquela história de saber mais ou menos quanto se ganha e ter apenas uma noção geral de quanto se gasta com aluguel, conta de luz, de água, etc.? 

De acordo com os especialistas em finanças, contar somente com esse tipo de cálculo é um dos principais erros na hora de planejar a vida financeira. Isso porque, se dessa forma já é difícil saber quanto se gasta com despesas fixas, imagina com despesas variáveis e gastos supérfluos, como compras ou o cafezinho de todo dia! Daí a importância de colocar todas as suas receitas e despesas no papel com um planejamento financeiro, já que, com todas as informações em mãos, fica mais fácil saber para onde está indo seu dinheiro e, consequentemente, descobrir onde é possível enxugar despesas para fazer uma reserva de emergência, investir, viajar, etc.

Controle de gastos: primeiro passo para o planejamento financeiro

Independente da sua situação financeira, o planejamento começa com o registro de todas as suas receitas e despesas. Nesse sentido, uma das ferramentas mais utilizadas é a planilha de controle de gastos, que pode ser feita a partir do zero no Excel, ou adaptada de modelos prontos, como o disponibilizado pela B3.

Começando pelas receitas, anote todas as suas fontes de renda, como salário, pensão, remuneração por atividades extras, etc. Em um bloco separado, você também pode colocar o lucro decorrente de investimentos, como títulos do Tesouro ou mesmo poupança. Já a parte de despesas é bem mais trabalhosa. Não só para facilitar, como também para te ajudar a visualizar onde é mais fácil fazer mudanças e cortar gastos, é recomendado dividi-las em:

  • Fixas: são todas as despesas que ocorrem mensalmente, sempre com o mesmo valor, e que são imprescindíveis, como aluguel, plano de saúde, mensalidade escolar, etc.
  • Variáveis: também ocorrem todos os meses, porém com valores diferentes. É o caso das contas de luz, de água, gastos com supermercado, com transporte, entre outros.
  • Adicionais: são aquelas que não necessariamente precisam acontecer todos os meses, como idas ao cinema, viagens, compra de roupa, etc. Além disso, podem ter seu valor reduzido com relativa facilidade, por exemplo, ao trocar restaurantes mais caros por outros mais em conta e assim por diante.

Com tudo isso anotado, o próximo passo é subtrair as despesas das receitas para descobrir quanto “sobrou” de dinheiro naquele mês. Lembrando que, mesmo quando a conta fecha, vale a pena analisar a planilha de gastos com atenção. Quem sabe você não descobre um gasto desnecessário que poderia facilmente se tornar um investimento?

A importância de ter uma reserva de emergência

A planilha de gastos é apenas uma das etapas do planejamento financeiro. Tão importante quanto ela é estabelecer objetivos, assim como criar mecanismos de segurança em caso de eventuais imprevistos, o que passa pela criação de uma reserva de emergência.

Para entender melhor a importância dessa reserva, digamos que você já tem uma planilha de controle de gastos e que consegue pagar as contas em dia todos os meses sem problemas. Mas eis que você ou alguém da sua família é dispensado do atual trabalho sem direito ao seguro-desemprego. Então, o que fazer? 

Se você tiver uma reserva de emergência, poderá recorrer a ela, evitando atraso no pagamento das contas e postergando a necessidade de um empréstimo. Nesse sentido, especialistas dizem que o valor da reserva de emergência deve ser o suficiente para cobrir todas as suas despesas obrigatórias (fixas e variáveis) pelo período de entre 6 meses a 1 ano. Por exemplo, se seus gastos mensais obrigatórios são de R$ 2.000, é recomendado juntar o equivalente a R$ 12.000.

Investimentos ajudam a crescer seu patrimônio

Devido à falta de uma educação financeira, muitas pessoas acreditam que o universo dos investimentos está restrito somente àqueles que têm muito dinheiro. Mas acredite: todo mundo pode — e, na medida do possível, deve — adotar medidas para seu dinheiro render mais. 

Começando pela reserva de emergência, ela não precisa ficar guardada na poupança. Em vez disso, que tal aplicá-la no Tesouro Selic ou colocar a grana em uma conta com rendimento equivalente a 100% do CDI, como a NuConta? Além de render mais que a poupança, esse tipo de investimento também tem a vantagem de possuir uma alta liquidez, isto é, oferece grande facilidade e agilidade no resgate do dinheiro, o que é essencial para emergências.

Uma vez consolidada sua reserva, vale apostar nos investimentos também para tirar seus planos do papel. Como exemplo, se você sonha em fazer uma grande viagem com a família, uma dica é investir em algum título do Tesouro com vencimento nos próximos 2 anos, e ir fazendo aportes mensais até juntar a quantia necessária. 

Outro aspecto que pode fazer parte do seu planejamento financeiro é a aposentadoria. Nesse caso, uma boa sugestão de investimento são os títulos do Tesouro IPCA+. Com resgate a longo prazo, eles também permitem aportes mensais e fazem a correção da inflação, mantendo o poder de compra do dinheiro investido.

4 dicas para não perder o controle do planejamento financeiro

Não adianta nada montar um planejamento financeiro se você tiver dificuldade para colocá-lo em prática. Por isso, a seguir, listamos algumas dicas para evitar que todo o seu esforço vá por água abaixo:

  • Mantenha a disciplina e registre todos os seus gastos, incluindo despesas pequenas. Para facilitar, é possível contar com a ajuda de aplicativos como Mobills, GuiaBolso, etc.
  • Sempre defina metas para o uso do dinheiro. Ter um objetivo em mente facilita, e muito, a tarefa de abrir mão de certos gastos para economizar.
  • Não deixe para investir com o dinheiro que “sobra”. A grana da reserva de emergência e dos investimentos deve ser a primeira a ser descontada do seu salário.
  • Pesquise sobre corretoras e tipos de investimentos. Dependendo de fatores como taxas e liquidez, alguns investimentos podem acabar diminuindo seu lucro ou mesmo corroendo seu dinheiro.

Gostou de saber mais sobre planejamento financeiro? Continue acompanhando o blog do MercadoJá para mais dicas de como aproveitar melhor o seu dinheiro e o seu cartão de crédito.